sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Curta a vida numa boa!

Metal Gear Solid 4-guns of the patriots


A história desenrola-se cinco anos depois do acidente "Manhattan Incident", no episódio Big Shell, em Metal Gear Solid 2: Sons of Liberty. Estamos no ano 2014, onde as guerras são travadas por PMCs (private military companies), ou seja, por companhias militares privadas. O visual é mais futurista, com uma ideia de fim do mundo e caos total! Estas possuem uma nova série de Metal Gears, robots que se apoiam em dois pés e que possuem armas de grande destruição. Em Guns of the Patriots, estes novos robots surgem agrupados, contituindo um séria ameaça para quem surge no seu caminho.

Sabemos que cinco das maiores PMC's são comandadas por uma companhia maior, denominada Outer Heaven, onde Liquid Ocelot se assume como chefe máximo. O seu arsenal de guerra combinado é arrasador, e preparam-se para uma rebelião armada, ameaçando a estabilidade mundial.

E neste cenário que Snake é chamado a intervir, de modo a salvar uma vez mais o planeta das acções inimigas.

Erotic



Mais um filho dos erros humanos


Charles Milles Manson (12 de novembro de 1934 - ) foi o fundador dum grupo que cometeu vários assassinatos, dos quais se destaca o assassinato da actriz Sharon Tate, esposa do director de cinema Roman Polanski, em 1969. Filho de uma prostituta e frenquentador assíduo de reformatórios juvenis pelos crimes de falsificação e roubo, Charles Mason recém-cumprira uma pena de 10 anos, em 1954, quando formou uma comunidade estilo "hippie" em Spahn Ranch, perto de Los Angeles. Manson tinha ideias grandiosas, e os seus seguidores, ou "Família Manson", como eram conhecidos, consideravam-no a reencarnação de Jesus Cristo. O próprio Manson também acreditava nisso e ainda dizia que os Beatles conversavam com ele através das suas músicas.
Em 9 de agosto de 1969, um grupo de seguidores de Manson invadiu a casa do director Roman Polanski, em Hollywood, assassinando a sua esposa, Sharon Tate - que estava grávida - e mais quatro amigos do casal. As vítimas foram baleadas, esfaqueadas e espancadas até à morte, e o sangue delas foi usado para escrever mensagens nas paredes. Numa das paredes, foi escrito "Pigs" (Porcos). Na noite seguinte, o mesmo grupo invadiu a casa de Leno e Rosemary LaBianca, matando os dois. As mensagens escritas na parede da casa com o sangue das vítimas foram "Healter Skelter", "Death to pigs" e "Rising". Os assassinatos de Sharon Tate e do casal Labianca pela "Família Manson" ficaram conhecidos como o "Caso Tate-Labianca". O objectivo dos assassinatos planeados por Charles Manson era começar uma guerra, que, segundo ele, seria a maior já travada na terra, denominada de "Helter Skelter". Uma guerra entre negros e brancos, onde os brancos seriam exterminados. Ele acreditava que qualquer negro seria acusado dos assassinatos, o que faria com que os confrontos logo explodissem. Como ele e sua "família" eram brancos, planeavam esconder-se num poço denominado por Manson como poço sem fundo num qualquer lugar no deserto assim que a suposta guerra começasse. Linda Kasabian, uma das integrantes da comunidade, resolve, porém, fugir e denunciar Charles à polícia, além de depôr no seu julgamento. Ela não concordava com os assassinatos, apesar de ter presenciado alguns

legalize-ja

A maconha é a droga ilegal mais utilizada entre os brasileiros, conforme a pesquisa realizada em 2001 pelo Centro Brasileiro de Informações Sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid) e pela Unifesp. De acordo com o estudo, 7% já experimentaram a erva pelo menos em uma oportnidade - nos EUA, são 37%. Entre eles, e também entre pessoas que não são usuárias, como alguns entrevistados desta reportagem (leia ao lado, em "depoimentos"), cresce o desejo pela legalização da droga.


No entanto, uma decisão como esta ainda está longe de ser tomada por parte da justiça e dos governantes brasileiros. Apesar disso, o fim da pena de prisão para usuários da erva, estabelecida em 2004, foi mais um passo em direção à descriminalização da droga.


Atualmente, não há nenhum projeto sobre a legalização da maconha em andamento no Congresso Nacional. Porém, um projeto de lei do deputado federal Paulo Pimenta (PT-RS) pretende unificar a legislação de drogas e defende a união dos ministérios da Educação, da Saúde e da Justiça para o desenvolvimento do Sistema Nacional de Política Antidrogas, para que se tomem medidas educativas e de prevenção.


O projeto de lei propõe ainda a tipificação de financiadores e traficantes de drogas (ou seja, definir exatamente quem são essas figuras, algo que ainda é nebuloso na legislação brasileira, como lembrou em entrevista a delegada Jovenessa Pace Soares, do Departamento de Investigações sobre Narcóticos – Denarc – do Rio Grande do Sul), o aumento de penas contra eles, a amenização de penas contra usuários e o estabelecimento de normas de repressão contra produção e venda de drogas

salve o mundo, mate-se

alice in chains,(dirt)

:: Alice In Chains - Dirt (1992)

O grunge e o rock estavam num turbilhão permanente em 1992 Álbuns com grande impacto sucediam-se quase em catadupa: Nevermind – Nirvana, Ten – Pear Jam, Black Album – Metallica, Badmotorfinger – Soundgarden, Wretch – Kyuss, Dirty – Sonic Youth, Core – Stone Temple Pilots, Blood Sugar Sex Magik – Red Hot Chili Peppers, entre outros, marcavam ouvintes um pouco por todo o lado… E foi neste caldeirão que surgiu Dirt, o segundo álbum da carreira dos Alice In Chains.
Apesar do airplay nas rádios, das excelentes críticas e vendas nos Estados Unidos, chegando o disco ao nono posto da tabela da Billboard, na Europa a recepção a Dirt foi quase underground, não fosse a coincidência de os AIC pertencerem a Seattle, a mesma cidade dos Nirvana e Pearl Jam. Esse facto é perceptível pelas baixas vendas registadas nas tabelas europeias e pelas críticas desinteressadas das principais revistas da especialidade. Recordo-me em especial da crítica do Blitz, que referia: «não há pachorra para mais uma banda grunge». O ambiente juvenil do secundário e preparatório da época (do qual eu fazia parte), de resto, não desmentia essa evidência. A batalha de popularidade entre bandas era travada entre os fãs de Nirvana e os fãs de Pearl Jam com os fãs de Metallica à mistura, descarregando nos anteriores. Os Alice In Chains eram assim uma banda pouco popular em 1992, mesmo já com Dirt nas ruas.

Ainda assim, criou-se um culto bastante especial pela banda, sobretudo entres fãs mais ligados à vertente metal. Camaleonicamente eram os novos Black Sabbath, ou Led Zeppelin – ligação facilmente explicada pelas óbvias referência que os AIC tinham das bandas anteriores. Jerry Cantrell e Layne Staley tornavam-se numa dupla de excepção comparável a duplas como Bon Scott/ Angus Young dos AC/DC ou Jimmy Page/ Robert Plant dos Led Zeppelin. As qualidades de Cantrell na guitarra impressionavam pela criatividade e versatilidade únicas, criadoras de riffs com camadas melódicas mágicas, quase sobrenaturais; enquanto que Staley tinha aquela voz impressionante que parece que vai falhar a todo momento, mas que se cola à nota infinitamente. A adicionar temos ainda as capacidades líricas de ambos que compõem a paisagem para o mundo AIC. Seria injusto, no entanto, não referir o papel de Sean Kinney (baterista) e Mike Starr (baixista), também importantes na construção da sonoridade única dos AIC. O estilo meticuloso de Kinney e a capacidade de improvisação de Starr completavam o puzzle.
Dirt é permanentemente analisado como um álbum conceptual, girando em torno de uma simbologia acorrentada ao mundo niilista das drogas, da morte, da solidão e do desespero. E inevitavelmente isso é verdade. Canções como Angry Chair, God Smack ou Junkhead reflectem as ligações de Cantrell, Layne e Starr com o mundo distorcido das drogas. Starr abandonou a banda precisamente por não conseguir lidar com elas; Layne teve um destino fatal em 2002 em consequência de uma overdose. A letra de Junkhead não podia ser mais explicita: «What's my drug of choice? Well, what have you got?». Ou então a de God Smack: «Stick your arm for some real fun». Quanto ao niilismo, esse é mais que evidente em Down In A Hole, com o famoso refrão: «Down in a hole, loosing my soul, down in a hole, losing control, I´d like to fly, but my wings have been so denied». Ou em Them Bones: «I feel so alone, gonna end up a big ole pile a them bones». Curioso é que os AIC não esquecem a questão do Vietnam, num período de ressaca da Guerra do Golfo, através de Rooster, que relata a participação do pai de Cantrell no conflito: «Wife and kids and a household pet, arny green was no safe bet, the bullets scream to me from somewhere».
Nunca um álbum foi tão clarividente neste universo de depressão e angústia, mas a energia que transborda das melodias e harmonias suplanta esse negativismo, germinando uma simbiose transcendente de vibração e emoção. Canções como Would ou Them Bones são nutrientes vitais da história do rock e a sua força contagiante é inegável. Simultaneamente funcionou como premonição, antevisão do futuro, qual Nostradamus, à semelhança de Unknown Pleasures e da consequente morte de Ian Curtis. Dirt previu a morte de Kurt Cobain, do próprio Layne e o fim dos Alice In Chains, bem como o calar do grito de uma geração perdida nos meandros da toxicodependência.

Ao longo do tempo, Dirt ganhou o seu espaço entre os álbuns mais importantes de sempre, tornando-se peça fundamental da mecânica rock-grunge, quer pelos fãs de raiz, pela legião de ouvintes conquistados ao longo dos anos, quer pela influência directa em muitas bandas da actualidade. O frenesim actual gerado pela actuação da banda em Lisboa é sinal disso, mesmo sem Layne no papel de vocalista.
Dirt foi mais que uma simples gravação, foi uma experiência única, foi uma juventude inteira e é uma herança fundamental a passar para gerações futuras. Dirt é o criador de um mito chamado Alice In Chains, que permanecerá para sempre nas nossas memórias e corações.